Seja bem vindo

Que todos vocês possam ler e deleitar-se com parte do que costumo escrever. Não me considero pronta, estou aprendendo, não deixo tudo que escrevo aqui, apenas uma parte pequena, pois breve pretendo lançar meu livro, onde estará tudo na íntegra.

domingo, 10 de outubro de 2010

IGNÓBIL

Quem és tu?

Mente podre que arma,

Qual caçador engana a presa

Que no teu laço

Se debate e se deixa laçar...

Tão vil combate,

Arquitetas estratégias

Repleta de podridão fétidas,

Intentas e ruminas

Na mente assassina,

o espetáculo do abate.

Como asno que rumina

O próprio vômito combina,

E vomita

E torna ainda,

Outra vez

A despojar-te

No vômito que

acabara de alimentar-se.

Ganhas tempo como em folguedos

Passa horas entre debater e aquietar-se,

Na fétida sujeira

Da alma que enlameia,

Nos esgotos sórdidos da surdina

Ao qual tão bem combina

A sordidez e o beijo de latrina

Que em tua boca

Soçobre e aniquila.

Quem és tu?

Podre féretro que entre gente vagueia,

De vil escárnio tão doce alardeia

A sujeira quase que cristalina

Que a todos engana e se encandeia,

Qual teia para prender o alvo

Termina presa ao próprio espetáculo

De tão podre, tão vil, tão asno.

Quem és tu?

Mísera semelhança do humano

Que em igual condição nos irmana,

A ti somos presos por vil engano:

És chaga, serpente desumana

Que dilacera almas, horripilante.

Surrupia com calma e desfaçatez,

Envenena as doces mentes insanas.

Ainda se diz humano?

Quem és tu?

Figura em que te assemelhas?

Se estraçalha e lambe,

Se mordes e abana,

Se ao matar se diz vencedor,

Se ao ver o morto rir-se

De se mesmo é enganador

Pobre humano que em ti se espelha!

Vilipêndio d’alma que escarnece,

A podridão que de ti espalha:

Fétida, podre, visco asqueroso!

Podes ser humanos o que refletes?

Lampejos de satã

Em forma doce e sã,

Que a todos engana

No contar da tuas teias

Que corre fel em vez de sangue

Em tuas veias!

Serás humano o teu espelho?

Narciso em ti se incendeia!

Kátia Teixeira

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