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Que todos vocês possam ler e deleitar-se com parte do que costumo escrever. Não me considero pronta, estou aprendendo, não deixo tudo que escrevo aqui, apenas uma parte pequena, pois breve pretendo lançar meu livro, onde estará tudo na íntegra.

sábado, 23 de outubro de 2010

Em você mil amores

Se meus dias não existissem,

Se minha alma não mais lhe pedisse

E meus olhos de repente se abrissem

Minhas lágrimas iriam rolar, eu sei...

Pois, em você mil amores eu dei

Em você mil eternidades se encontraram

Minhas manhãs são efêmeras e tristes,

Minhas tardes são os infinitos quentes

Das noites que sofro sempre ausente.

O tempo se vai, as horas correm

Os instantes, os dias que se foram

Os meses, os anos que passaram

Você ainda é permanente

Como um ar puro que respiro

Em meus loucos suspiros

De uma insanidade santa

Sacrifico a vida em veias

Que as corto qual teias

De uma aranha que me tece

Aquece meu ser sem saber

O que sou? Aonde vou?

O que fazer sem ter você!

Embaralho minhas teias

Em meio às texturas alheias

Vislumbro, entranho-me

Rasgo meu ser em buscar

O amor em pleno ar

E respiro, e me afogo

Então me rasgo e fico a buscar!

Não há mais nenhum lugar...

Estou presa as minhas teias

Qual inseto a debater-se

E se então, nada a fazer!

Recolho-me aos meus olhos

E no fundo do cristalino

Atalho a imagem na retina

Presa em meus olhos os seus

E um amor infinitamente

Sem destino, pontes,

Apenas desatinos!

Kátia Teixeira.

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