Incerteza
Será
de garra feita a arte?
Todas as
navalhas cortam a alma?
É apenas
o intuito de ser mais bela,
Se nela
bebo e velo a dor insípida
e como
uma nova cria, lambo;
clamo
e grito, mas me engano...
Meu
coração apenas quer você!
E em
minha alma tudo se permite
mas a vida
aos poucos dissipa,
a
nuvem recheada e densa
de
sonhos, quimeras ilusões...
apenas
tarda o pranto
desata
a corda. E os nós?
Eles apertam
a certeza do amor
Que de
mansinho vai embora
Fica a
aorta a sangrar de medo;
rochedo
impõe o bruto desígnio;
Vadio,
esmaga o amor com dor
Parte a
peça, não trata a ferida;
Suicida,
espreita a porta de pedra
Abre e
não medra, penetra e fere;
Machuca
e corrói, aperta e concreta...
Petrificado,
dolorido, em espinhos;
Pequenino
sem destino, sai de cena;
Acena o
adeus do desamor
Da semente
que ainda não brotou
Morreu
do tédio
Do silêncio,
tudo tão lento
tudo tão lento
Assim,
sem mel
De inanição,
Sem
teu
Sem meu
Sem eu
Sem nós...
Tão só
Só
Ó...
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