Seja bem vindo

Que todos vocês possam ler e deleitar-se com parte do que costumo escrever. Não me considero pronta, estou aprendendo, não deixo tudo que escrevo aqui, apenas uma parte pequena, pois breve pretendo lançar meu livro, onde estará tudo na íntegra.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Despedida


Vou-me de braços abertos
De pés descalços, peito ao vento:
Despida de amarguras e,
Com a nudez ferida
Pelas sórdidas vestes moralinas,
Abusada pelos falsos puristas

Vou-me no silêncio extasiante
Das palavras que se afundaram,
Nas sombras negras da solidão
Sem ousar ser o que deveras ser,
Imune da loucura necessária,
Do riso, do pranto, da paixão.

Vou-me ouvindo sua voz latejante,
Breve, recalcada de pedidos de perdão,
Ombros pesados, soberbos de dores
Ilusão negada, alegria permissiva;
Sigo a solidão dos eus indecisos
E os descaminhos em mim se perderam.

Vou-me, nem tanto feliz, nem saudosa,
Apenas pelo compromisso de ir-me.
A vida rega a flor; esconde a rosa!
Uma é só maciez, brilho e cor;
A outra: espinho, sangue e dor;
Duas imbatíveis realidades: vida e morte!

Nenhum comentário:

Postar um comentário